O inseto está acostumado à luz polarizada, e utiliza o sol e a lua como seus instrumentos de navegação, em busca de água e alimento. O reflexo da luz na água pode ser percebido de longe pelos insetos e a presença da luz artificial no ambiente noturno confunde o inseto e vira literalmente uma “fonte” de atração.

Os fotorreceptores dos olhos dos insetos estão regulados aos espectros de luz verde, azul e Ultravioleta, (LUZ FRIA de 4000K a 6500K). Nós humanos não podemos ver o ultravioleta, “a luz além do violeta”, mas os insetos podem.

O Aedes Aegypti, por exemplo, é um inseto adaptado à luz do dia, mas como as cidades estão cada vez mais iluminadas acabam atraindo os insetos ao ambiente urbano.

O excesso de luz confunde o ciclo circadiano do inseto e ele mantém suas atividades também durante a noite. Conglomerados humanos bem iluminados, como terminais intermodais e todo tipo de edificação bem iluminada e povoada, passam a ser um campo de caça para o mosquito. Como o cheiro do suor animal é o que atrai as fêmeas da espécie em busca de sangue para sua ovulação, os locais esportivos ficam ainda mais vulneráveis ás infestações, principalmente se houver água parada nas redondezas.

Comparativo alcance visual entre o ser humano e o inseto Fonte: Dados produzidos pelo o autor (2017)

Como o pico da visão do inseto é o espectro ultravioleta na faixa de 365 nanômetros, (UV-A) devemos evitar o uso de fontes fluorescentes, vapor de mercúrio e vapor metálico que emitem radiação neste espectro.

A luz é invisível, mas a fonte não. O brilho da luz de uma fonte é um grande atrativo ao inseto, portanto a utilização de uma luminária correta atenuará o seu poder de atração.

O cut-off da luminária acaba sendo um item de extrema importância na especificação da iluminação. Se a fonte for posicionada adequadamente e totalmente dentro da luminária, podemos diminuir a fototaxia. O Full cut-off de uma luminária consiste em uma caixa onde não é possível ver a fonte de luz à distância, e a lampada fica totalmente inserida dentro da luminária, evitando tanto o ofuscamento quanto a atração de espécimes animais.

Como os insetos não tem uma boa percepção ao espectro da luz vermelha, quanto mais próximo ao vermelho for o espectro de luz da fonte, menos o inseto vai enxergar (luz quente). As fontes de luz quente, abaixo de 2.700 Kelvins ou de luz âmbar são as mais adequadas para iluminar o ambiente noturno em paisagens próximas aos assentamentos humanos.

Contrate sempre um arquiteto com formação de especialista em iluminação, com certeza você terá melhores resultados. Luz é um aspecto muito importante da vida cotidiana, inclusive ela influencia a sua saúde.

Abraço

 

Silvia Carneiro

Arquiteta especialista em Iluminação

Titular do escritório de Luminotécnica IRIS um olhar para o Futuro.

Consultoria Luminotécnica em Arquitetura & Sustentabilidade.

Mobile: 55.11.99222.6616

Email: silvicarneiro@terra.com.br

www.silviacarneiro.com.br

 

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Silvia Maria Carneiro de Campos, natural de São Paulo, onde reside, atua no mercado de iluminação LED desde 2008, arquiteta especialista em iluminação LED, com Pós Graduação em Iluminação e Design de Interiores e Master em Arquitetura & Iluminação. É titular do escritório IRIS um olhar para o futuro, e atua como Consultora de Negócios, inteligência estratégica e Relacionamento à industrias de iluminação, oferecendo atendimento técnico aos arquitetos e especificadores luminotécnicos em Projetos com tecnologia LED e Projetos Luminotécnicos de diversos seguimentos.
Também dá aulas de iluminação em cursos de Pós Graduação.
Certificada em Acessibilidade pela SMPD-SP foi colaboradora no CB-40 comitê de acessibilidade na revisão da ABNT 9050/15 e do comitê CB-03 COBEI da ABNT, onde participou da revisão das normas ABNT 5101 (Iluminação Pública) e 5413 (Iluminação de ambientes de trabalho, atual ABNT ISO/CIE 8995-1).
Atualmente é colaboradora do grupo de projetos luminotécnicos da Comissão de Estudo Especial Modelagem da Informação da Construção (BIM) – Grupo de Trabalho sobre Componentes BIM ABNT/CEE-134

2 COMENTÁRIOS

  1. Sou campista é me interessei pelo assunto por vários motivos. O problema é ser tão técnico q não me deu nenhuma solução prática para o cotidiano. Desculpe, não serviu para nada, se possível de dicas mais simples para o cotidiano, por exemplo sobre a teoria das lâmpadas amarelas e se tem outras que podemos usar para não atrair insetos para nossas casas e também nos acampamentos. Grata.

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