Um bom projeto de iluminação pode mudar um ambiente por completo, criar diversos cenários e valorizar o aconchego e a praticidade, além de proporcionar efeitos de acordo com a intenção, seja para destacar, suavizar ou criar um clima intimista.

Afinal, a iluminação é um dos recursos mais importantes dentro de uma decoração. Isso porque a escolha de lustres, lâmpadas e abajures, de modo bem pensado dá forma a objetos, ressalta ou esconde outros e dirige a nossa atenção para os detalhes e para o que queremos mostrar em nossa casa.

Por isso, para que você leve luminosidade para os cômodos da sua casa com sofisticação e beleza, o Blog da ConstruLiga separou algumas dicas sobre o tema. Confira!

 

1. Dê preferência à luz natural

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Sempre que puder, abuse da luz do sol: é melhor por questões de saúde, economia e sustentabilidade. Alguns lugares precisam de iluminação artificial 24 horas por dia por não permitirem o uso de iluminação natural (seja por localização na casa ou mesmo por ser um cômodo sem janelas), mas o ideal é que ela seja utilizada somente no período noturno. Nesses casos, é importante atentar para a eficiência e vida útil das lâmpadas escolhidas para o ambiente.

2. Escolha a lâmpada certa

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A escolha da lâmpada mais adequada para cada uso e ambiente influencia diretamente no conforto visual. Quatro tipos de lâmpadas são os mais usados em áreas residenciais: incandescentes comuns e halógenas, fluorescentes e de LED.

As lâmpadas incandescentes têm sido as mais utilizadas, provavelmente por causa de sua luz amarela quente. Infelizmente, essas lâmpadas clássicas consomem uma grande quantidade de energia, por isso gradualmente estão desaparecendo do mercado e sendo substituídas por lâmpadas mais econômicas.

As lâmpadas halógenos fornecem uma iluminação clara e brilhante, sendo ideais para iluminar áreas de trabalho, como a cozinha ou escritório. Em razão de serem encontradas em tamanho reduzido, são muitas vezes utilizadas em spots, holofotes e refletores.

As lâmpadas de baixo consumo estão sendo cada vez mais usadas, visto que elas ajudam a economizar energia, além de serem muito duráveis. A desvantagem deste tipo de lâmpada é que elas precisam de um certo tempo para acenderem até projetarem o seu brilho máximo.

As lâmpadas de LED causaram uma verdadeira revolução na indústria da iluminação e da decoração, sendo as mais utilizadas e populares atualmente. O LED impressiona com a sua durabilidade, eficiência energética e por emitir pouco calor. A principal desvantagem das lâmpadas de LED é que elas projetam uma luz mais fria e seu preço ainda é bastante elevado, especialmente em comparação com o preço de outras lâmpadas.

3. Temperatura de cor

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Além de compreender as vantagens e desvantagens de cada tipo de lâmpada, é importante levar em conta a temperatura de cor da lâmpada. Medida em Kelvin (K) – A temperatura de 1 Kelvin corresponde a -272,15 graus (celsius) – tal temperatura exprime a “aparência” da luz que, em uma escala simplificada, pode ir de um espectro amarelado (menor Kelvin) a uma luz branco-azulada (maior Kelvin). Para locais de relaxamento, por exemplo, são indicadas as lâmpadas amareladas, enquanto espaços de trabalho precisam de luz neutra ou azulada.

Portanto, não adianta nada caprichar na roupa de cama acolhedora, nas almofadas e nas mantas quentinhas se a luz do seu quarto for fria e dura. Para ambientes como a sala de estar, televisão e dormitórios, onde o descanso e o lazer são prioridade, o ideal é apostar nas lâmpadas de luminosidade amarelada e quente. Já os lugares que demandam concentração e trabalho, como a cozinha, lavanderia, banheiros e até mesmo escritórios, são beneficiados pela luz fria.

4. Evite o ofuscamento

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Outra dica importante na hora de selecionar seu projeto de iluminação é evitar o ofuscamento luminoso. Geralmente, o ofuscamento acontece quando a luz bate em alguma superfície e reflete diretamente nos nossos olhos, incomodando e interferindo na visão. Para impedir esse fenômeno indesejado dentro de casa é preciso tomar cuidado com os pontos de luz intensa perto de  materiais reflexivos, como os espelhos, utilizados no acabamento ou detalhes decorativos.

5. Ideias para a sala

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Para a sala de estar e jantar, pense em criar pontos de iluminação que ajudem nas tarefas do dia a dia – como um lustre sobre a mesa de jantar, com as luzes voltadas para baixo, e luzes mais focadas em certos objetos, como a mesa de centro ou um quadro que você queira destacar na parede. No caso da sala de jantar, o lustre precisa ficar entre 75 cm e 1 metro do tampo da mesa, medida certa para que a luz não incida nos olhos das pessoas, causando desconforto. Já abajures nas laterais do sofá são ótimos para leitura. Se você quer criar um cantinho especial para leitura na sala, você pode usar uma luminária de chão. Mas cuidado para não colocar luz demais num ambiente e acabar deixando sua sala parecendo um estádio de futebol.

6. Ideias para a cozinha

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Neste ambiente, a luz serve para nos ajudar a preparar os alimentos, identificar suas cores, cortá-los… e por conta disso a iluminação não pode criar sombras. Assim, o ideal é colocar luzes fluorescentes no teto e iluminação direcionada embaixo dos armários de cozinha, apontando para as bancadas. Ter luz sobre o fogão também é importante. Se você tiver um depurador de ar já com lâmpada embutida, é menos um ponto para iluminar! Outros detalhes que não podem ser esquecidos são os materiais em que as luminárias são feitas: eles precisam ser fáceis de limpar.

7. Ideias para o banheiro

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No banheiro, o centro das atenções é sempre o espelho. Por isso, a primeira regra é caprichar na colocação das lâmpadas em torno dessa peça, garantindo a boa imagem dos moradores e visitantes. O importante é que a luz não venha do alto, provocando sombras – em geral, a recomendação é instalar as lâmpadas nas laterais. Arandelas, spots ou pequenas luminárias com lâmpadas incandescentes ou fluorescentes compactas cumprem a tarefa de clarear a área de reflexão do espelho, acima da bancada.

Em banheiros pequenos ou lavabos, essas luzes podem ser suficientes, dispensando a iluminação geral de teto. Já nos espaços maiores é preciso lançar mão de lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas em luminárias altas que promovam uma luz difusa, sempre em parceria com as que ficam mais baixas e próximas à bancada. E tem mais: na área do box, lâmpadas blindadas, à prova d’água, como a halógena PAR, são mais seguras para ambientes molhados.

 

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